sábado, 7 de janeiro de 2017

Consciência Fonológica - Junção Silábica

Olá caríssimos!

Há muito tempo que não dava notícias... Mas o envolvimento noutros projetos fizerem o tempo diminuir drasticamente!

No entanto, em breve há um material completo sobre todas as etapas da consciência fonológica, com atividades em papel e muitos jogos (que as nossas crianças adoram) que serão divididos em 3 etapas: Consciência da Palavras, Consciência da Sílaba e a Consciência do fonema.

Enquanto isso, segue um material também de consciência fonológica, de onde a ideia e a imagem de fundo foi retirada de outro jogo encontrado online! Todo o resto, escolha de palavras e imagens foi feita por mim.

O objetivo é treinar o ouvido da criança (como toda a consciência fonológica), onde o terapeuta diz as sílabas que aparecem no cartão e a criança adivinha qual foi a palavra dita. Atenção que isto é uma atividade de CF, assim a base terá de ser sempre a oralidade. Caso queiram trabalhar a leitura, aí já é diferente, mas ele foi construído pensando na CF.
Tem 50 palavras, com diferentes graus de dificuldade, umas com constituição silábica CV-CV, outras vão variando, CVC, CCV, CCVV.

Fica o exemplo...


2 altamentes (PDF)

e...
BOM ANO

Beijinhos terapêuticos
Diana Moreira




sábado, 30 de abril de 2016

Ernesto, o menino com gaguez

Esta é uma recomendação para técnicos, pais, educadores e professores...

"Ernesto, o menino com gaguez", de Mónica Gaiolas, é um livro infantil e pedagógico que com a história de um menino com gaguez, retratando as suas dificuldades, as da família e dos amigos em lidar com esta patologia. O livro permite à criança a compreensão do seu problema, e o aumento da confiança na sua fala.
Dirige conselhos a pais e a educadores sobre como melhorar a comunicação com uma criança com gaguez.
Serve como auxiliar terapêutico.

Disponível na WOOK, por 7€, em versão ebook.
http://www.wook.pt/ficha/ernesto-o-menino-com-gagueira-em-familia/a/id/16168179




Também há a aplicação, com o valor de 3,49€.

https://play.google.com/store/apps/details?id=toymobi.ernesto

Da autoria de Mónica Gaiolas em parceria com a Editora Coisas de Ler e Mateus Victorelli (ToyMobi) que desenvolve aplicações móveis, esta aplicação é flexível, fornecendo aos terapeutas da fala ferramentas para trabalhar outras áreas como articulação verbal, fonologia e voz.

É composta por um livro multimédica e por 4 jogos que permitem melhorar a fluência da fala.


Cumprimentos Terapêuticos
Diana Moreira

Freio Lingual - Mudanças após Frenectomia

O freio da língua é uma pequena membrana mucosa que liga a língua ao assoalho da boca, podendo interferir no movimento da língua e nas suas funções

A avaliação é requerida quando os movimentos da língua e as funções orofaciais de mastigação, deglutição e fala estão alteradas. Quando se verifica alguma destas alterações a frenectomia é recomendada.


Após a cirurgia, cerca de 30 dias depois, foram observadas mudanças no freio e na mobilidade da língua.
Melhorias significativas:

  • Protusão
  • Lateralização
  • Elevação da língua
  • Ponta de língua
  • Limpeza da cavidade oral
  • Abertura de boca durante a fala
  • Inteligibilidade da fala


De salientar que a frenectomia é só aconselhada quando há comprometimento das funções orofaciais.
Alguns pacientes fazem terapia da fala antes de serem encaminhados para a frenectomia, no entanto, por vezes, não há resultados satisfatórios, visto que a alteração do freio é mecânica.




Para analisarem com mais pormenor esta publicação, deixo algum material:

https://www.dropbox.com/s/odcmkj3dhgarjv9/fr%C3%A9nulo%20lingual_modifica%C3%A7%C3%B5es%20ap%C3%B3s%20frenectomia.pdf?dl=0

https://www.dropbox.com/s/0c2f1ujj0od1fu3/Frenectomia%20em%20odontopediatria%20-%20Ricardo%20Leal.pdf?dl=0


Cumprimentos Terapêuticos
Diana Moreira

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Vamos aprender o som "x"

Olá colegas,

Novo trabalhinho pronto para vocês. Desta feita para o som "x".

O manual de exercícios divide-se em 4 partes:
- Som "x" em início de palavra
- Som "x"em início de sílaba medial
- Som "x" em final de sílaba medial (encontro consonântico)
- Som "x" em final de palavra

Deixo-vos alguns exemplos de exercícios e jogos!




















Boas Terapias
Diana Moreira

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Disortografia

A aprendizagem escrita começa logo que a criança deseja representar as suas ideias.
A ortografia implica o reconhecimento dos sons e das letras que lhes correspondem. Muito importante para esta representação e associação fonema-grafema é chamada de consciência fonológico.

A disortografia classifica-se por um conjunto de erros da escrita que afetam a palavra. Isto poderá ser devido a:

- dificuldades na automatização dos procedimentos da escrita;
- estratégias de ensino ineficazes que levam à ignorância das regras de escrita;
- incapacidade em recordar os processos da escrita, devido a carências nas capacidades metacognitivas

Haverá sempre confusão com letras, sílabas de palavras e consequentemente trocas ortográficas.


Freire, 2011
ERROS LINGUÍSTICO-PERCETIVOS
- Substituição de fonemas pelo ponto ou modo de articulação
- Omissão de fonemas,em geral em grupo consonântico ou final, ou omissão de sílabas inteiras
- Adição de fonemas, adição desílabas
- Inversão de sons ou de sílabas

ERROS DE CARÁCTER VISUO-ESPACIAL
- Substituição de letras pela posição no espaço (b/d, p/q)
- Substituição de letras semelhantes por características visuais (m/n; o/a; i/j)
- Escrita em espelho (pouco frequente)
- Confusão em palavras com fonemas dupla grafia (x/ch)
- Omissão do "h" por não haver correspondência fonética

ERROS VISUOANALÍTICOS
- Dificuldade em fazer síntese e a associação entre  fonema-grafema, tendo como resultado as trocas de letras sem sentido

ERROS DE CONTEÚDO
- Dificuldades em separar sequências gráficas: união de palavras, separação de sílabas que compõem uma palavra, união de sílabas pertencentes a duas palavras

ERROS DE REGRAS ORTOGRÁFICAS
- Não colocação "m" antes de "p" ou "b"
- Regras de pontuação
- Não utilização de maiúsculas depois de ponto final final ou início de texto
- Não hifenização nas mudanças de linhas




A intervenção deverá ser baseada numa avaliação da ortografia, consciência fonológica, linguagem, com informações do nível em que a criança se encontra... saber quais os erros e com que frequência ocorrem.

É importante que haja uma adequação de métodos, técnicas e tudo o que se revelar necessário para que todos tenham efetivamente, igualdade de oportunidades.

Boas terapias
Diana Moreira


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Disgrafia

Disgrafia deriva dos conceitos “dis” (desvio) + “grafia” (escrita), ou seja, é “uma perturbação de tipo funcional que afeta a qualidade da escrita do sujeito, no que se refere ao seu traçado ou à grafia.” (Torres & Fernández, 2001,).
Prende-se com a “codificação escrita, com problemas de execução gráfica e de escrita das palavras” (Cruz, 2009). A criança com disgrafia apresenta uma escrita desviante em relação à norma/padrão, isto é, uma “caligrafia deficiente, com letras pouco diferenciadas, mal elaboradas e mal proporcionadas” (A.P.P.D.A.E., 2011), a chamada “letra feia”. 
Claro que uma criança em processo de aprendizagem da escrita apresenta dificuldades no traçado das letras, pelo que durante este período, o professor deverá revelar especial atenção e fornecer as orientações necessárias para que os alunos realizem adequadamente a escrita, evitando, a permanência de traçados incorretos que, consequentemente, poderão evoluir para um quadro de disgrafia. 



Dislexia

É caracterizada por dificuldades na correção e/ou fluência na leitura de palavras e por baixa competência leitora e ortográfica. Estas dificuldades resultam tipicamente de um défice na componente fonológica da linguagem que é frequentemente imprevisto em relação a outras capacidades cognitivas e às condições educativas. Secundariamente podem surgir dificuldades de compreensão leitora, experiência de leitura reduzida que podem impedir o desenvolvimento do vocabulário e dos conhecimentos gerais.” (Associação Internacional de Dislexia, 2003). 





sábado, 8 de agosto de 2015

Terapia Miofuncional Orofacial em crianças respiradoras orais

A função respiratória deve ocorrer por via nasal. O nariz é especializado em realizar três funções importantes: humidificação, aquecimento e proteção das vias aéreas superiores.

Quando há algum impedimento para que a respiração nasal se possa realizar, surge a respiração oral.

A respiração de modo nasal possibilita o crescimento e desenvolvimento facial de maneira adequada, por meio da ação correta da musculatura. A respiração oral influencia negativamente o crescimento e o desenvolvimento do esqueleto craniofacial.

A terapia miofuncional orofacial é considerada um método de tratamento que pode aumentar a força muscular, podendo devolver a estabilidade morfo-funcional às estruturas orofaciais. A terapia pode provocar mudanças nos padrões funcionais, e assim prevenir desvios no desenvolvimento orofacial, pois promove nova postura de estruturas em repouso e durante a realização das funções do sistema estomatognático.

Sabe-se que as causas mais frequentes da respiração oral são obstruções nasais e/ou faríngeas. A flacidez dos músculos faciais e mastigatórios também pode levar a boca a se abrir, podendo causar uma respiração oral funcional, neste caso sem qualquer obstrução.

Os indivíduos respiradores orais podem apresentar vários sintomas característicos de quadro chamado de Síndrome do Respirador Oral, como:
  • alterações craniofaciais
  • alterações dentárias
  • alteração dos órgãos fonoarticulatórios



Verifica-se que quando o tratamento em Terapia da Fala se realiza juntamente com a reabilitação ortodôntica, as evoluções são mais satisfatórias.

A terapia possibilita a instalação da respiração nasal através do fortalecimento da musculatura dos órgãos fonoaticulatórios e da eliminação do hábito de sucção, quando este está presente. A terapia miofuncional também pode melhorar a morfologia e as funções dos músculos em pacientes respiradores orais sem obstrução nasal.

Sintomas como baba noturna, ronco e alergia estão diretamente relacionadas ao tipo respiratório, prevalecendo na sua maioria no grupo dos respiradores orais, apesar de ser possível também encontrá-los nos respiradores nasais.

O impacto da asma, rinite alérgica e respiração oral afetam diretamente a qualidade de vida do indivíduo não só pela alteração respiratória, mas também, pelos prejuízos comportamentais, funcionais e físicos que ocasionam.


Revista CEFAC, v11, supl 305-310, 2009
Júlia Gallo / Alcione Ramos Campiotto

Boas Terapias
Diana Moreira

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Sintomas mais comuns de Alterações de Linguagem na criança de Idade Escolar

Semântica

  • Défice de evocação
  • Uso de circunlóquios
  • Uso e abuso de vocabulário limitado
  • Dificuldade em evocar nomes de itens de categorias
  • Dificuldade em evocar opostos
  • Vocabulário reduzido
  • Uso não apropriado de palavras 
  • Uso de palavras vazias
  • Dificuldade em definir palavras
  • Compreensão diminuída de palavras complexas
  • Dificuldade de compreensão de segundos sentidos

Sintaxe e Morfologia
  • Uso de frases agramaticais
  • Uso de frases simples em fez de complexas
  • Compreensão fraca de frases complexas
  • Pausas prolongadas ao construir frases complexas
  • Uso de pausas preenchidas com interjeições
  • Uso de expressões fixas que não exigem grandes capacidades linguísticas
  • Uso de palavras desnecessárias no início de cada frases (portanto, prontos...)

Pragmática
  • Uso de expressões redundantes e informação que o ouvinte já ouviu
  • Uso de vocabulário não específico (coisa, coiso, isto...) Levanto o ouvinte a ter dificuldades em saber ao que se refere
  • Dificuldade em dar explicações claras ao ouvinte (falta de detalhe, pressuposições erradas)
  • Dificuldade em explicar eventos numa sequência
  • Pouco controle na conversação em termos de introdução, manutenção e mudança de tópico
  • Uso insuficiente de pedidos de clarificação (não percebo...)
  • Dificuldade na mudança de estilo conversacional nos contextos diferentes
  • Dificuldade na compreensão de ideia principal de uma história ou lição (preocupa-se com detalhes)
  • Dificuldade em fazer inferências do material que não é explicitamente afirmado (a Maria foi lá fora, teve de levar o guarda-da-chuva = estava a chover)

Fonologia
  • Alterações Fonológicas 
  • Discriminação Auditiva
  • Consciência Fonológica
  • Dificuldades na aprendizagem da leitura e escrita

Dianosis and evaluation in speech pathology
Haynes / Pindzola / Emerrill


Boas Terapias
Diana Moreira